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Google Apps x Office 365: qual é melhor para sua escola?

Quais são as diferenças entre os recursos oferecidos hoje em dia, pela Microsoft e pela Google, no que diz respeito as ferramentas para educação?

Vamos começar com o óbvio. Google Apps é gratuito e sempre será. Enquanto a Microsoft balança uma cenoura oferecendo seus produtos gratuitamente, por agora, o que isso significa para as nossas crianças no futuro?

Bom, mas o que nos interessa nesse artigo é avaliar as questões técnicas que os recursos dessas empresas oferecem aos professores e estudantes.

“Eu apoio 9 distritos escolares diferentes – alguns usam Office 365 e outros usam GAFE (Google Apps for Education), então eu tenho experiência com ambos. Na minha opinião, em uma instituição educacional GAFE é um produto muito superior para o ensino e aprendizagem,” relata Alice Keeler, especialista em tecnologias educacionais na Califórnia.

Os recursos de colaboração em GAFE são definitivamente mais robustos. Enquanto há oportunidades para colaboração em tempo real em produtos do Office Online, quando você abre na versão completa (um grande ponto de venda do O365) você tem que manualmente fazer a sincronização (salvar) para que as alterações sejam refletidas. Isso é um enorme problema. Para colaborar, quase qualquer um pode editar e colaborar em um Google Doc. E, nem todo mundo tem contas da Microsoft. Mais e mais pessoas não estão comprando Office.

Enquanto a Microsoft está melhorando os seus recursos de colaboração, eles ainda não chegam perto de como a Google faz. O Google docs começou com a ideia de colaboração. No Office estão adicionando isso aos poucos.

“Minha universidade me oferece Microsoft Office. Tenho desafios para fazer login com minha conta da escola constantemente. Eu tentei usar o PowerPoint, e ele me diz que minha conta expirou. Este é um problema que eu nunca tenho ao usar o Google,” conta Alice.

A grande vantagem do Google é que você não tem confusão de versão. Você está sempre com a versão mais atual do software e o compartilhamento no Drive elimina o envio de anexos.

“Microsoft anunciou o OneNote tão flexível como papel. Microsoft fez um post que mudando para o OneNote e você não tem que mudar qualquer coisa que você faz. A versão online do OneNote é uma piada,” avalia Keeler.

O maior defeito para professores no Office 365 é a má gestão de pastas no onedrive for Business. A dor é total. É realmente melhor na versão gratuita do onedrive pessoal. Você não pode fazer upload de uma pasta inteira – apenas grupos de arquivos. Você não tem nenhuma capacidade de organizar ou gerenciar arquivos como você faz no Google Drive. Você não pode criar uma pasta, mover um arquivo, “Copy to My Drive”, ou remover um arquivo. Isso significa que todos terão uma pasta Compartilhados Comigo com literalmente toneladas de arquivos e não há maneira de classificar. E você só pode ver 30 arquivos ao mesmo tempo em um navegador.

“Microsoft vai tentar lhe dizer sobre um criador de classe, mas este não é um concorrente muito bom para Google Sala de aula. No Google Sala de aula posso treinar professores em literalmente 12 minutos,” conta Alice.

“Os complementos para o Google Docs melhoram ainda mais o que você pode fazer em sala de aula. Você não tem esse recurso usando o Microsoft Office,” completa Keeler.

Segundo Richard Colosi, duas das principais razões que as escolas escolhem Office 365 ao invés do Google Apps for Education:

Familiaridade: A maioria dos diretores de tecnologia, administradores, pessoal da secretaria, e alguns professores/alunos conhecem os produtos da Microsoft e não querem mudar. A Rede de Administradores não terá que aprender a gerenciar uma nova plataforma. O pensamento é que, desde que professores/funcionários saibam usar o Office, a transição para o Office 365 será mais fácil do que migrar para uma nova plataforma.

Percepções falsas: proposta de venda exclusiva da Microsoft é a segurança. Enquanto eu não concordo, muitos diretores de tecnologia / administradores de rede / administradores de escolas têm reservas sobre confiar na Google, dada a situação de mineração de dados do passado e propagandas como a da EFF “Espionagem em estudantes.” Embora a Google tenha retificado e abordado estas preocupações várias vezes publicamente, as pessoas acreditam no que querem acreditar.